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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

CALENDÁRIO CÓSMICO.

O calendário cósmico foi elaborado pelo cientista Carl Sagan na tentativa de explicar didaticamente o quão grandioso é o tempo do universo em comparação à história humana.


O calendário cósmico é uma escala didática de tempo elaborada pelo cientista norte-americano Carl Sagan (1934-1996), cujo objetivo era o de resumir ou abreviar metaforicamente em um ano toda a história do universo, desde o início do Big Bang aos dias atuais.
Na escala de tempo elaborada por Sagan, cada segundo do calendário cósmico equivale a 500 anos reais. Isso significa que Pedro Álvares Cabral, dentro dessa escala, teria chegado ao Brasil praticamente no início do último segundo de 31 de dezembro. Milésimos de segundos antes, nascia também o sistema capitalista.
A famosa explosão do Big Bang, que, segundo a sua teoria, teria dado início a tudo o que se encontra no universo, marca o primeiro momento do calendário cósmico, que nos ajuda a entender, em termos proporcionais, o quanto determinados fenômenos do universo – como a formação das galáxias e até a origem da Terra – demoraram a acontecer. A seguir, você confere os principais acontecimentos presentes e registrados pelo calendário:
01 de janeiro – início do Big Bang
07 de janeiro – nascimento das primeiras estrelas
01 de março – surgimento da Via Láctea e outras galáxias
09 de setembro – origem e formação do Sistema Solar
14 de setembro – origem da Terra
25 de setembro – surgimento das primeiras formas de vida terrestre
02 de outubro – formação das rochas mais antigas já registradas
30 de novembro – início da reprodução sexuada

A nossa galáxia, a Via Láctea, surgiu no início de março do calendário cósmico
A nossa galáxia, a Via Láctea, surgiu no início de março do calendário cósmico.
O mês de dezembro, por sua vez, merece um maior detalhamento, pois foi nele que a maior parte dos mais importantes acontecimentos da Terra ocorreu, incluindo o surgimento do homem e a formação das primeiras civilizações.
Dezembro:
01 – constituição da atmosfera atual
16 – formação dos primeiros helmintos (vermes)
17 – Big Bang biológico: formação de uma grande quantidade de seres vivos no Cambriano
18 – Formação dos primeiros seres vivos vertebrados
25 – Origem e reino dos dinossauros
26 – Origem dos primeiros mamíferos
28 – Formação das primeiras aves
30 – Extinção dos dinossauros

O “reino” dos dinossauros teria durado cinco dias do calendário cósmico
O “reino” dos dinossauros teria durado cinco dias do calendário cósmico.
O dia 31 de dezembro também merece uma nova ampliação de detalhamento, pois é nele que todos os acontecimentos recentes ocorreram:
31 de dezembro:
22:30 – Os primeiros humanos
23:46 – Aprendizado sobre a domesticação do fogo
23:56 – Fim do último período glacial
23:59 – Data das pinturas pré-históricas na Europa
23:59:20 – Desenvolvimento da agricultura
23:59:35 – Início do Neolítico
23:59:50 – Surgimento das primeiras grandes civilizações
23:59:58 – Realização das cruzadas na Baixa Idade Média
23:59:59 – Início do capitalismo comercial e a expansão colonial europeia.
A formação das primeiras civilizações e tudo o que depois surgiu ocorreram nos segundos finais do ano cósmico
A formação das primeiras civilizações e tudo o que depois surgiu ocorreram nos segundos finais do ano cósmico.

Por Me. Rodolfo Alves Pena
PENA, Rodolfo F. Alves. "Calendário Cósmico"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/geografia/calendario-cosmico.htm>. Acesso em 24 de fevereiro de 2017.

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Imagem: https://scontent.fssa8-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/16865171_1654854641208240_8667213267835118844_n.jpg?oh=8568888711d7a38ca9a8fb622916e2e4&oe=593A7DF5

NASA anuncia descoberta de sistema solar com 7 planetas como a Terra.

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Faz algum tempo que cientistas de todo o mundo estão em busca de exoplanetas que possam oferecer as condições necessárias para a existência de vida. Para isso, como você já deve saber, os mundos devem se encontrar nas zonas habitáveis de suas estrelas, isto é, a uma distância que permita que a água em seu estado líquido possa existir em sua superfície — condição necessária para que organismos possam se desenvolver.

Na verdade, as evidências sugerem que existem muitos desses planetas por aí, e vários possíveis candidatos já foram detectados pelo universo. A dificuldade é que, na maioria das vezes, depois de eles serem melhor estudados, resulta que esses exoplanetas não são tão habitáveis como se esperava, pelo menos não para os padrões terrestres. Mas as apostas de nos depararmos com planetas habitáveis são altas — e é por essa razão que o anúncio que a NASA fez hoje é tão extraordinário.

Segundo a agência espacial norte-americana, um time internacional de astrônomos descobriu um sistema solar composto não por um, mas por sete planetas do tamanho da Terra, e as medições realizadas pelos cientistas indicaram todos eles podem ser rochosos. E tem mais: pelo menos três desses mundos se encontram orbitando na zona habitável de sua estrela, o que significa que eles podem, potencialmente, abrigar água em sua forma líquida.

Boas notícias
De acordo com a NASA, esse sistema se encontra relativamente perto de nós, a cerca de 40 anos-luz de distância, na constelação de Aquário. Os planetas orbitam ao redor de uma anã vermelha — uma classe de estrela mais fria e com brilho mais tênue — chamada Trappist-1, cuja massa corresponde a apenas 8% da massa do nosso Sol, e foram batizados de momento pelas siglas Trappist B ao H.
Este é o sistema solar com o maior número de planetas rochosos e que potencialmente poderiam abrigar água em sua forma líquida na superfície já descoberto até agora.
Este é o sistema planetário com o maior número de mundos com dimensões semelhantes às da Terra e que potencialmente abrigam água já descoberto até agora, e seria semelhante ao sistema formado por Júpiter e suas luas, Calisto, Io, Europa e Ganímedes. Na verdade, os cientistas voltaram sua atenção para esse sistema em maio do ano passado, depois que eles detectaram a existência de três planetas orbitando ao redor da Trappist-1.
A confirmação de que havia mais planetas nesse sistema solar só aconteceu nos meses seguintes, depois que diversos telescópios aqui da Terra foram apontados para a estrela. Os astrônomos sabem que os mundos de B a G existem com certeza e são possivelmente rochosos, mas ainda precisam confirmar que o H realmente está lá.
Sistema extraordinário
O planeta que se encontra mais próximo da Trappist-1, o B, demora apenas um dia para completar uma órbita ao redor da estrela, enquanto que o que está mais distante leva 12. Além disso, os três primeiros provavelmente se situam perto demais de seu sol e, portanto, podem ser quentes demais para abrigar água líquida, enquanto que o H (se sua existência for confirmada) se encontra muito distante, o que significa que ele pode ser um mundo gelado.
Os astrônomos ainda têm muito o que descobrir sobre o sistema planetário.
Entretanto, os demais planetas, Trappist E, F e G, se encontram na distância ideal para abrigar água líquida em sua superfície e poderiam, potencialmente, abrigar formas de vida. Ademais, esse sistema é bastante compacto e organizado, já que seus planetas se encontram em um mesmo plano — tal como o nosso sistema solar —, suas órbitas seguem um ritmo periódico e a gravidade de cada mundo influencia a órbita do planeta que se encontra mais próximo.
Com relação à possibilidade de esses planetas abrigarem formas de vida, os astrônomos disseram que ainda é cedo demais para dizer. Entretanto, eles explicaram que a Trappist-1 é uma estrelinha bem jovem e consome hidrogênio a um ritmo tão lento, que ela ainda deve “viver” por mais 10 trilhões de anos.
Sendo assim, mesmo que não existam organismos vivos por lá ainda, quando o nosso Sol morrer, daqui alguns bilhões de anos, isso terá dado tempo suficiente para que alguma forma de vida possa evoluir em um dos planetas que orbitam ao redor da estrela anã. Seja como for, os astrônomos passarão os próximos anos estudando esse sistema planetário, portanto, teremos que aguardar por mais novidades!
FONTEs:NASA, EUROPEAN SOUTHERN OBSERVATORY  fUTURISM/DOM GALEON,
  • el PAIS/NUNO DOMINGUEZ
  •  https://www.tecmundo.com.br/nasa/114501-nasa-anuncia-descoberta-sistema-solar-7-planetas-terra.htm
IMAGENS: NASA.

Experimento: Medindo a velocidade de rotação da Terra.

A rotação da Terra é o movimento giratório que a Terra realiza ao redor do seu eixo, no sentido anti-horário, para um referencial observando o planeta do espaço sideral sobre o pólo Norte. A duração do dia – tempo que leva para girar 360 graus (uma volta completa) – é de 23 horas, 56 minutos, 4 segundos e 9 centésimos (23h 56min 4,09s), em relação às estrelas fixas. Em relação ao Sol, o tempo de rotação é de 24 h.
A translação consiste no avanço do centro da Terra ao longo de uma curva fechada em redor do Sol. Dizemos que descreve uma órbita (ou trajetória). Essa órbita parece circular mas, em rigor, é uma curva chamada elipse. Esse movimento dá-se com a velocidade de trinta quilômetros por segundo: isto significa que, em cada segundo, a Terra anda 30 quilômetros. Durante a translação, o eixo de rotação da Terra faz um ângulo de 23º com o plano da órbita da Terra.
Podemos, pois, comparar o nosso planeta a uma bailarina, que dá voltas em torno de si própria. Mas essa bailarina não está sempre no mesmo sítio. O movimento da Terra em volta do Sol é semelhante ao de uma bailarina que, rodando sobre si mesma, anda em volta de um ponto do palco. Para complicar, não é uma bailarina vertical, mas sim um pouco inclinada.
A velocidade de rotação da Terra pode ser medida a partir de experimentos simples que utilizam materiais de baixo custo.
Supõe-se que o primeiro cientista a propor que a Terra possui movimento de rotação e de translação foi Aristarco de Samos, que, por estas teorias, foi acusado de impiedade.

Referências

  1. SCHAPPO, Marcelo Girardi (outubro 2009). “Medindo a velocidade de rotação da Terra sem sair de casa” (PDF). A Física na Escola 10 (2): 29-31. São Paulo: Sociedade Brasileira de Física. ISSN 1983-6430. Página visitada em 26 de agosto de 2010.
Fonte: https://thaisnandacarvalho.wordpress.com/2010/10/19/rotacao-da-terra/

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Terceira Lei de Kepler.


A lei dos períodos é baseada nas quantidades envolvidas na interação centrífuga e centrípeta no movimento de um planeta em torno do Sol. A terceira lei de Kepler, também conhecida como a lei dos períodos, diz:
“... O quadrado do período de qualquer planeta em torno do Sol é proporcional ao cubo da distância média entre o planeta d o Sol...” HALLIDAY, 2004, pg. 15.

Isto é possível de ser demonstrado em termos das forças envolvidas. Deste modo, teremos a equação para o equilíbrio do sistema:
FG = Fcp

Desta forma, teremos:
G.M.m/r² = m.v²/r.

A velocidade média do corpo que orbita em torno do corpo central é dada por:
v = 2.π.r/T

Tomando este valor e substituindo na segunda equação, obteremos:
G.M/r² = (2.π.r/T)²/r

O que dá:
G.M/r² = (4.π².r²/T²)/r

Multiplicamos dos dois lados pelo quadrado do período e o quadrado do raio, obtemos:
G.M.T² = (4.π².r3)

Resolvendo para T, obtemos  finalmente:
T² = (4.π²./G.M).r3

Conforme enunciado por Johannes Kepler (1571-1630), seguidor do Modelo Heliocêntrico, que formulou as três leis do movimento planetário que, assim como esta, levaram o seu nome. Esta aqui tratada é uma das três leis.

Fonte:http://www.infoescola.com/fisica/terceira-lei-de-kepler/

Segunda Lei de Kepler.



A Segunda Lei de Kepler trata da velocidade com que um planeta orbita em torno do Sol, relacionando as áreas com os períodos.  Questões analíticas a parte, Kepler enunciou a lei das áreas:
“...Uma linha unindo um planeta ao Sol varre áreas iguais em períodos de tempo iguais...”  (HALLIDAY, 2004, pg. 14.)
Esta lei é observada facilmente em se considerando a conservação da quantidade de movimento, que é dada por
L = m.v.r
Nota-se que para esta grandeza ser conservada, um aumento na distância r implica numa diminuição da velocidade do corpo que executa a órbita elíptica.
Observe a representação das áreas:



No cotidiano, é possível verificar a conservação da quantidade de movimento ao girar com os braços abertos, fechando-os em seguida, neste caso a velocidade angular aumenta. No processo inverso, a velocidade angular diminui.

Fonte:http://www.infoescola.com/fisica/segunda-lei-de-kepler/

Primeira lei de Kepler.


O planeta em órbita em torno do Sol descreve uma elipse em que o Sol ocupa um dos focos.

Esta lei definiu que as órbitas não eram circunferências, como se supunha até então, mas sim elipses.
A distância de um dos focos até o objeto, mais a distância do objeto até o outro foco, é sempre igual não importando a localização do objeto ao longo da elipse.
Note que a distância Rp representa a distância mínima do planeta ao Sol. Esta é a distância do periélio, ou seja, no caso da Terra, cuja massa é representada por m, a distância em que ela está mais próxima do Sol, cuja massa aqui é representada por M. A distância Ra representa o raio maior, ou seja, do afélio, como exemplo do que ocorre no planeta Terra, que é a distância máxima possível de ser alcançada por estes corpos. Este tipo de movimento acontece com os corpos orbitando em torno do centro de massa. Como a massa do Sol é muito maior que a massa da Terra, o centro de massa deste sistema fica localizado dentro do próprio Sol. É a posição do foco F. O foco F’ é um ponto localizado simetricamente ao foco F, no lado oposto da elipse. Este é também conhecido como “foco vazio”
Para a maioria dos planetas, a excentricidade e é muito pequena, e consequentemente suas órbitas são aproximadamente circulares. Note que a meia distância entre os dois focos é dada por ea, ou seja, e.a. neste caso, se a excentricidade e for zero, a distância ea também será zero, que é o caso especial do movimento circular.
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Fonte: https://www.facebook.com/telescopiocaseiro/?hc_ref=NEWSFEED&fref=nf

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Cientistas encontram compostos orgânicos em Ceres.

Divulgada pela Nasa (agência espacial norte-americana), a imagem feita pela sonda Dawn registra Ceres em 7 de maio de 2015, a uma distância de 13.600 quilômetros
Divulgada pela Nasa (agência espacial norte-americana), a imagem feita pela sonda Dawn registra Ceres em 7 de maio de 2015, a uma distância de 13.600 quilômetros.

Ceres, o planeta-anão conhecido por ser o maior corpo de um cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, parece ter material orgânico formado no próprio asteroide.
Os pesquisadores encontraram compostos orgânicos alifáticos (blocos de construção baseados em carbono que podem ter um papel na química que permite a presença de vida). De acordo com o estudo feito a partir de dados da sonda espacial Dawn, da Nasa (Agência Espacial Americana), o material se formou em Ceres não chegou ali vindo de outro lugar.
O instrumento detectou absorção a comprimentos de onda que são característicos dos grupos metil e metileno presentes na matéria orgânica alifática, indica o estudo publicado na Science.
Os dados recolhidos, no entanto, não eram suficientes para determinar exatamente qual é o composto formado no planeta. Os cientistas sabem que eles combinam minerais semelhantes ao alcatrão, a cerite ou a asfaltite.
Os compostos químicos encontrados (amônia, gelo de água, carbonatos, sais e material orgânico) indicam a existência de um ambiente químico bem complexo, o que sugeriria um ambiente favorável para uma química pré-biótica, ou seja, algo bem próximo do que poderia gerar vida"
Rundsthen Nader, astrônomo da UFRJ
Esse tipo de material seria destruído pelo calor do impacto, por isso os cientistas acreditam que não venham de fontes exteriores. Além disso a forma como está distribuído pela superfície não indica que tenha vindo de um corpo externo.

Tem água?

Além dos compostos orgânicos, cientistas também já indicaram a presença de água nas crateras de Ceres, elemento considerado essencial para haver vida.
Segundo uma pesquisa publicada em dezembro, Ceres concentra água congelada nas regiões mais escuras.
Nessas regiões, os cientistas identificaram 634 crateras que servem como depósito para todo esse gelo. Em 2014, os cientistas também anunciaram a presença de vapor de água no planeta.

Partiu, Ceres?

Os pesquisadores acreditam que essas descobertas podem ajudar a entender como se formam compostos orgânicos interestelares e como eles interagem entre si.
A pesquisa também pode ajudar a compreender como os primeiros organismos sugiram na Terra e até no Sistema Solar, mas segundo pesquisadores ainda não dá para pensar em viver no planeta-anão.
"Ceres tem gravidade bem baixa, não possui atmosfera e tem uma temperatura média de cerca de -100º C. Portanto, é bem baixa a chance de que qualquer tipo de vida, mesmo que microscópica, venha a evoluir num ambiente inóspito como este, pelo menos nos padrões que temos como referência", explica Nader.
Fonte: https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2017/02/16/possibilidade-de-vida-cientistas-encontram-compostos-organicos-em-ceres.htm