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terça-feira, 22 de novembro de 2016
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Comprimento de Onda e Luz.
Os astrônomos e astrofísicos aparentemente têm uma tarefa muito difícil. Eles têm que estudar estrelas, incluindo o nosso Sol, a uma grande distância. No entanto, não temos que tocar em um objeto para aprender sobre ele…!
Nós recebemos muitas informações sobre o mundo a partir de sensoriamento a distância, nossos olhos, ouvidos etc, são ferramentas importantes, mas para os astrônomos e astrofísicos isso não é o suficiente. A invenção do telescópio no início de 1600 foi um passo crítico.
Sir Isaac Newton foi importante para a nossa compreensão sobre a luz. No processo de explicar suas teorias da luz, Newton usou em suas observações um prisma, e demonstrou claramente que a luz visível do Sol é uma mistura de um espectro contínuo de cores.
Sir Isaac Newton foi importante para a nossa compreensão sobre a luz. No processo de explicar suas teorias da luz, Newton usou em suas observações um prisma, e demonstrou claramente que a luz visível do Sol é uma mistura de um espectro contínuo de cores.

Vamos descrever este espectro de cores como vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta. No entanto, é importante perceber que, há uma mistura contínua de cores de vermelho para laranja para amarelo, azul e assim por diante.
Em 1800, o astrônomo, Sir William Herschel, realizava alguns experimentos com filtros de cores diferentes em seu telescópio. Herschel separou a luz solar em seu espectro com um prisma. Ele usou três termômetros. Ele colocou uma lâmpada em cada cor do espectro e usou os outros dois termômetros como controles. Descobriu que cada cor da luz produzia uma temperatura mais elevada do que os controles.

Ele também observou que o aumento da temperatura progredia do azul para o vermelho. Quando ele mediu a temperatura um pouco além do vermelho, ele encontrou nesta região (sem luz visível) temperaturas mais elevadas (infravermelho). A nova radiação pode ser refletida, refratada, absorvida e transmitida como luz visível. Christiaan Huygens em 1690 definiu a luz como uma onda. No início de 1800 Thomas Young apoiou a teoria de ondas de luz com uma série de experiências importantes. Em 1905 Einstein mostrou que a luz também possui propriedades das partículas. Compreendemos agora que a luz tem tanto a propriedade de onda como a de partículas. A teoria de que a luz tem propriedades semelhantes às de onda permite considerar a luz em termos de comprimento de onda.
Porque essa explicação ?
É fácil…..!
As imagens que os astrofísicos usam para estudar o universo, incluindo obviamente o nosso Sol, são obtidas através do espectro e comprimento ondas, e como foi dito acima, cada “cor” ou comprimento de onda tem, digamos, uma temperatura característica. Isso quer dizer que certos detalhes só aparecem em um comprimento de onda específico.
Sabemos que certos animais podem “ver” a luz infravermelha. Isto permite-lhes encontrar presas no escuro, porque a energia térmica é emitida no infravermelho.
Outro exemplo
A imagem abaixo é uma visão da galáxia M101 tomada pelo Ultraviolet Imaging Telescope (UIT) a bordo do Space Shuttle Endeavour. O UIT é um instrumento sensível à luz ultravioleta. A imagem foi processada no computador, de modo que as cores representam a intensidade da luz ultravioleta.
É fácil…..!
As imagens que os astrofísicos usam para estudar o universo, incluindo obviamente o nosso Sol, são obtidas através do espectro e comprimento ondas, e como foi dito acima, cada “cor” ou comprimento de onda tem, digamos, uma temperatura característica. Isso quer dizer que certos detalhes só aparecem em um comprimento de onda específico.
Sabemos que certos animais podem “ver” a luz infravermelha. Isto permite-lhes encontrar presas no escuro, porque a energia térmica é emitida no infravermelho.
Outro exemplo
A imagem abaixo é uma visão da galáxia M101 tomada pelo Ultraviolet Imaging Telescope (UIT) a bordo do Space Shuttle Endeavour. O UIT é um instrumento sensível à luz ultravioleta. A imagem foi processada no computador, de modo que as cores representam a intensidade da luz ultravioleta.

Imagem da galáxia M101 por Ultraviolet Imaging Telescope no Space Shuttle Endeavour. Isso mostra principalmente nuvens de gás contendo estrelas recém-formadas muitas vezes mais massiva que o Sol, que brilham fortemente em luz ultravioleta. A imagem ultravioleta mostra aos astrônomos muito mais sobre a formação de nova estrela do que a fotografia tirada em luz visível. (imagem: Ultraviolet Imaging Telescope).
Fonte: https://planetakuiper.wordpress.com/2016/11/14/comprimento-de-onda-e-luz/
Super Lua.
A verdade sobre a Super Lua do dia 14 de novembro.

Cuidado com algumas informações que estão sendo divulgadas na internet sobre a Superlua do dia 14 de novembro:
O que é o fenômeno astronômico Superlua?
Ocorre pois a órbita da Lua é elíptica, e o centro dessa elipse não coincide com o centro da Terra, com isso existe um momento no período orbital lunar em que a Lua está mais próxima da Terra, nesse momento ocorre a Superlua.
O que eu vou ver no céu?
É um fenômeno quase imperceptível, onde a Lua fica sutilmente com um tamanho maior no céu (aproximadamente 15% maior), e com mais brilho (aproximadamente 30% mais brilhante).
O que vai acontecer dia 14/11/2016?
Haverá super Lua, porém não será a maior do século como vem sido compartilhado nas redes sociais. A maior super Lua do século ocorrerá no dia 06 de dezembro de 2052, onde a Lua estará apenas 94 quilômetros mais próxima que a do dia 14/11/2016, ou seja, não vai ser nada extraordinária.
Eu preciso sair da cidade para ver a super Lua?
Não. A lua é um dos objetos mais brilhantes do céu e você não precisa fugir da poluição luminosa para observar.
Como eu observo a super Lua?
Você pode observar a olho nu, ou fotografar com uma lente teleobjetiva, ou com um telescópio. Ou acompanhar a transmissão ao vivo no dia 14 de novembro a partir das 20 horas pelo canal Ciência e Astronomia.
Fonte: http://www.universoracionalista.com
Fonte: http://www.universoracionalista.com
quarta-feira, 6 de julho de 2016
Saiba porque não dá para ver os objetos deixados pelo Homem na Lua.
Algumas vezes somos questionados sobre qual seria o melhor tipo telescópio para que seja possível ver a bandeira ou o carro deixados pelos astronautas na Lua na década de 1970. Outras vezes a pergunta recai sobre o motivo pelo qual, mesmo existindo tantos telescópios na Terra, essas mesmas fotos não são publicadas. Apesar de parecerem ingênuas à primeira vista, as perguntas são bastante interessantes e mostram como um pouquinho de conhecimento pode explicar muita coisa.
Antes de entrar em detalhes, é necessário informar que as fotos dos objetos deixados na Lua não são publicadas simplesmente porque elas não existem. E o motivo é bem simples: não existe nenhum telescópio capaz de enxergar objetos tão pequenos a uma distância tão grande. Nem o telescópio Hubble é capaz desse feito!
Para explicar o motivo que faz essa observação ser praticamente impossível é necessário conhecer dois conceitos importantes: o tamanho angular da Lua e dos objetos no céu e o poder de resolução de um telescópio. Vamos começar pelo primeiro.
Medida Angular
Em astronomia a abóbada celeste é divida em um arco de 360 partes ou graus. Cada uma dos 360 graus desse arco é divido em outras 60 partes ou minutos. Assim, o arco da abóbada tem ao todo 21600 minutos. Cada minuto desse arco também é dividido em 60 partes ou segundos, tornando a abóbada um arco composto de 1296000 segundos.
Cada um dos minutos desse arco é chamado de arco-minuto ou minuto de arco enquanto cada segundo é chamado de arco-segundo ou segundo de arco. Qualquer uma dessas denominações estão corretas e podem ser empregadas sem confusões.
Tamanho da Lua
É na abóbada imaginária que estão dispostos todos objetos celestes, os planetas, as estrelas, o Sol e a Lua. Se olharmos a Lua veremos que ela ocupa aproximadamente meio grau (30 minutos) no arco dessa abóbada, ou seja, 1800 arco-segundos.
Como sabemos, a Lua tem um diâmetro de 3474 km e é praticamente esse disco que enxergamos aqui da Terra. Se este disco de 3474 km ocupa 1800 segundos, então cada arco-segundo dele equivale a 1.93 quilômetro.
Uma vez compreendido o conceito acima, vamos ao segundo ponto da questão. Se não entendeu, leia novamente!
A Resolução do Telescópio
Todos os instrumentos óticos, inclusive nossos olhos, têm suas limitações e um dos principais fatores que determinam a capacidade de um telescópio é chamado de "Poder de Resolução". É ele que determina o tamanho do menor objeto que se pode ver através de um telescópio.
Existem diversos métodos para se calcular o poder de resolução de um telescópio e um dos mais usados é o "Critério de Rayleigh". Para usá-lo basta dividir 139.7 pelo tamanho da objetiva em milímetros. O resultado será o poder de resolução, expresso em arco-segundos.
Como exemplo, um telescópio de 150 milímetros tem um poder de resolução de 0.93 arco-segundos (139.7/150mm), o que significa que objetos menores que isso não poderão ser vistos por este telescópio. Apenas para lembrar, a Lua tem 1800 arco-segundos.
A grosso modo, o poder de resolução de um instrumento é diretamente proporcional ao tamanho da sua abertura. Em outras palavras, quanto maior o diâmetro da objetiva ou espelho, melhor será seu poder de resolução.
Juntando tudo e mais um pouco
Como vimos no início, cada arco-segundo no disco lunar equivale a 1.93 km. Se apontarmos para ela nosso telescópio de 150 milímetros, capaz de "resolver" 0.93 arco-segundo, então o menor objeto que podemos ver com ele na superfície da Lua precisa ter no mínimo 1794 metros. Veja porque:
1 - Poder de Resolução=139.7 "dividido" por 150 mm = 0.93 arco-segundo.
2 - Resolução=1.93 km x 0.93 = 1794 metros
Ou seja, com um telescópio de 150 milímetros não dá pra ver o carro, a bandeira ou a pegada de Armstrong na Lua!
Mais força!
Mas... E se aumentarmos o diâmetro do telescópio. Que tal um caro instrumento de 300 milímetros? Bem, neste caso as coisas melhoram, mas não muito. Vejamos:
1 - Poder de Resolução=139.7 "dividido" por 300 = 0.46 arco-segundo.
2 - Resolução=1.93 x 0.46 = 898 metros
Melhorou bastante mesmo. Com um instrumento de 300 milímetros já dá para ver objetos de 898 metros, mas o carro, a bandeira ou a pegada de Armstrong... Nada feito!
Vamos poupar esforços e vamos olhar a Lua com o maior telescópio que existe no mundo, o SALT, na África do Sul. Seu espelho tem nada menos que 11 metros de diâmetro, ou seja, 11 mil milímetros. Será que agora dá para ver os apetrechos lunares? Vamos ver:
1 -Poder de Resolução=139.7 "dividido" por 11000 = 0.0127 arco-segundo.
2 - Resolução=1.93 km x 0.0127 = 24.51 metros
Nada ainda... Nem com o maior telescópio do mundo é possível ver o carro, a bandeira ou a pegada de Armstrong na Lua!
Concluindo
Como deu pra perceber, não basta ter um telescópio para se ver os equipamentos deixados na Lua. É preciso que esse telescópio tenha um diâmetro muito grande, capaz de "resolver" detalhes muito pequenos. Supondo que o carro deixado na Lua tenha aproximadamente 2.5 metros de comprimento, o telescópio terá que ter aproximadamente 100 metros de diâmetro para que os instrumentos lá deixados sejam visíveis aqui da Terra. Sem dúvida, um instrumento impraticável!
A título de curiosidade, o olho humano médio tem um poder de resolução de 120 arco-segundos. Assim, quando olhamos a Lua o menor detalhe que podemos ver precisa ter no mínimo (1.93 km x 120 seg) 231 quilômetros!
Agora que você já entendeu como se calcula o poder de resolução de um telescópio, faça os mesmos cálculos para o Sol, Júpiter, Marte, etc. A tabela ao lado mostra os diâmetros reais (em km) e angulares (em arco-segundos) para os diversos objetos do Sistema Solar. Experimente. Você vai se surpreender!
No topo, o astronauta e comandante da Apollo 17 Eugene Cernan é retratado pelo piloto Harrison Schmitt, em dezembro de 1972. Ao lado direito da foto temos o Jipe-Lunar deixado na superfície da Lua e ao fundo as marcas das trilhas deixadas durante a expedição. Crédito: Nasa. Na sequência, diagrama mostra a Lua sob a abóbada celeste e seu diâmetro aparente em arco-minutos e real em km. No detalhe vemos o maior telescópio do mundo - SALT - localizado na África do Sul. Mesmo com seu espelho de 11 metros de diâmetro não é possível ver os objetos na superfície da Lua. Acima, tabela mostra os tamanhos reais e angulares de diversos objetos do Sistema Solar. Crédito: Apolo11.
segunda-feira, 4 de julho de 2016
China Completes Installation of World's Largest Telescope.
China Completes Installation of World's Largest Telescope
Installation was completed on the world's largest radio telescope on Sunday morning as the last of 4,450 panels was fitted into the center of the big dish. Hoisting of the last triangular panel to the reflector, which is the size of 30 football fields, began at 10:47 a.m. and lasted about an hour. It was a landmark step for the telescope's planned launch of operations in September.
About 300 people, including builders, experts, science fiction enthusiasts and reporters, witnessed the installation at a karst valley in Pingtang County in the southwestern province of Guizhou.
"The telescope is of great significance for humans to explore the universe and extraterrestrial civilizations," said Liu Cixin, a renowned science fiction writer, at the site.
"I hope scientists can make epoch-making discoveries," said Liu, who won the 2015 Hugo Award for Best Novel.
Scientists will then begin debugging and trial observation of the Five-hundred-meter Aperture Spherical Telescope (FAST), said Zheng Xiaonian, deputy head of the National Astronomical Observation (NAO) under the Chinese Academy of Sciences, which built the telescope.
The project has the potential to search for more strange objects to better understand the origin of the universe and boost the global hunt for extraterrestrial life, said Zheng.
Zheng said the radio telescope will be the global leader for the next 10 to 20 years.
In the first two or three years after its completion, the telescope will undergo further adjustment, and during that period Chinese scientists will use it for early-stage research. After that, it will be open to scientists worldwide, said Peng Bo, director of the NAO Radio Astronomy Technology Laboratory.
Scientists can also carry out remote control and observation in other cities such as Beijing, more than 2,000 kilometers from the telescope site, said Peng.
Upon completion, the telescope will dwarf Puerto Rico's Arecibo Observatory, which is 300 meters in diameter. It will also be 10 times more sensitive than the steerable 100-meter telescope near Bonn, Germany, he said.
"Most of the technology and materials are domestically made," said Wang Qiming, chief technologist of the FAST project.
Among the 7 FAST receivers, five were domestically made and another two were co-produced by Chinese, Australian and American institutions.
Work on the 1.2-billion-yuan (180 million U.S. dollars) FAST project began in 2011.
Credit: xinhuanet.com
Nave interplanetária Juno se aproxima de Júpiter.
Na noite desta segunda-feira, a sonda interplanetária JUNO fará a primeira de uma série de aproximações do planeta Júpiter. O evento será retransmitido ao vivo pelo Apolo11, com imagens da NASA-TV.

A operação de hoje é chamada de Inserção Orbital e tem como objetivo fundamental diminuir a velocidade da nave JUNO, fazendo com que a gravidade de Júpiter a capture em uma orbita altamente elíptica em torno dos polos do planeta.
Essa operação é extremamente crítica e será efetuada a partir do disparo dos foguetes da JUNO, que queimarão durante 35 minutos.
Ao Vivo
Toda a operação de inserção será transmitida ao vivo pela NASA TV, que mostrará os controladores do JPL, da NASA, confirmando todas as etapas através dos dados telemétricos enviados pela sonda.
O Apolo11 retransmitirá o evento ao vivo nesta página e também na homepage a partir das 22h30mia pelo horário de Brasília. Não perca!
Fonte: http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Ao_vivo_nave_interplanetaria_Juno_se_aproxima_de_Jupiter&posic=dat_20160704-111540.inc
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