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quarta-feira, 16 de março de 2016

Cometa se aproxima e fará maior aproximação da Terra em 246 anos


Dois cometas estão neste momento se aproximando da Terra e um deles passará a apenas 9 distâncias lunares, a terceira maior aproximação da história e maior para um cometa nos últimos 246 anos.

Posicao do cometa P/2016 BA14 (Pan-STARRS)
Posição do cometa P/2016 BA14 (Pan-STARRS) na noite de 22 de março, visot da cidade de São Paulo


O primeiro cometa a se aproximar será 252P/LINEAR 12, que hoje, 16 de março, deverá atingir o perigeu e cruzar as cercanias da Terra a 5.3 milhões de quilômetros de distância.

Na semana que vem será a vez de P/2016 BA14 (Pan-STARRS), que no dia 22 de março passará a apenas 3.5 milhões de quilômetros do nosso planeta, o equivalente a nove vezes a distância entre a Terra e a Lua. Esta será a terceira maior aproximação histórica de um objeto deste tipo e a maior dos últimos 246 anos.

Cometas Mais Próximos
O cometa que mais se aproximou da Terra foi D/1770 L1 (Lexell), que no ano de 1770 fez um rasante a 2.26 milhões de quilômetros. 

Em 1360, o cometa 55P/1366 U1 (Temple-Tuttle) raspou nosso planeta quando passou a 3.42 milhões de quilômetros. Depois foi a vez de C/1983 H1 (IRAS-Araki-Alcock), que chegou a 3.42 milhões de quilômetros em maio de 1983, mas perderá esta posição para P/2016 BA14 no dia 22 de março próximo.

Tanto 252P/LINEAR 12 como P/2016 BA14 (Pan-STARRS) são cometas periódicos, ou seja, orbitam o Sol em períodos curtos menores que 200 anos. 252P/LINEAR completa uma volta ao redor do Sol a cada 5.34 anos, enquanto BA14 a faz em 5.24 anos.


Há Risco de Colisão?
Embora as aproximações de asteroides sejam comuns, alguns deles cruzando perigosamente a orbita da Terra na altura dos satélites artificiais, o mesmo não se pode dizer dos cometas, que geralmente passam bem longe, a milhões de quilômetros. Com isso, o risco de colisão fica completamente afastado.


Dá pra ver o cometa?
Apesar de ambos os cometas estarem bem próximos, a observação deles a olho nu é e será impossível sem o uso de instrumentos. 

Astrônomos experientes calculam que o brilho de BA14, que passará em 22 de março, ficará entre 12 e 13 magnitudes, muito acima do limiar da visão humana que é entre 5 e 6 magnitudes. Assim, a contemplação de sua passagem ficará reservada aos possuidores de telescópios com diâmetro a partir de 150 mm.

Para saber onde encontrar P/2016 BA14 (Pan-STARRS), sugerimos o uso de algum software do tipo planetário - Stellarium, por exemplo - que depois de atualizado mostrará a posição do astro no céu a qualquer momento.

Na região Sudeste, o melhor momento para encontrar P/2016 BA14 será após o pôr do Sol, preferivelmente após 21 horas. O cometa estará no quadrante norte, abaixo da constelação do Leão, mas a observação estará prejudicada devido à presença da Lua cheia. 

segunda-feira, 7 de março de 2016

Asteroide e Eclipse Solar.

Asteroide se aproxima e eclipse total escurece a Indonésia



Entre hoje e amanhã, dois eventos celestes devem chamar bastante a atenção. Hoje, um asteroide poderá passar de raspão pela alta atmosfera da Terra. Amanhã, outro lado do mundo, algumas partes do planeta mergulharão na sombra da Lua.

Orbita do asteroide 2013 TX68
Orbita do asteroide 2013 TX68: Com muitas incertezas, modelos mostram que a menor aproximação pode ser de 22 mil km. A melhor solução aponta para 493350 km.


Naturalmente, os dois eventos não estão relacionados e acontecerão em momentos diferentes do dia, a começar pelo rasante do asteroide 2013 TX68, uma rocha de cerca de 40 metros e orbita pouco conhecida e que por isso mesmo tem causado grandes incertezas sobre sua aproximação.

A última vez que 2013 TX68 foi visto foi em 09 de outubro de 2013, 10 dias depois de descoberto. Com tão pouco tempo de observação, os astrônomos só conseguiram marcar 36 pontos de sua passagem, o que tornou o cálculo da orbita altamente impreciso. 

Inicialmente, as soluções mostravam que o asteroide passaria nas vizinhas da Terra no dia 5 de março, mas um novo modelo orbital produzido em 25 de fevereiro de 2016 mostrou que a aproximação será hoje, segunda-feira, 7 de março, às 21h06 BRT (00h06 UTC de terça-feira, 8 de março).

O grande problema da aproximação deste asteroide é que devido à incerteza sobre sua orbita, os cálculos mostram uma diferença muito acentuada entre a distância mínima calculada e a mais provável. Enquanto a distância esperada fica em torno de 5 milhões de quilômetros, a distância mais próxima é de cerca de 30 mil km do centro do planeta, ou 24 mil km da superfície.

2013 TX68 tem cerca 40 metros de comprimento e pesa 80 mil toneladas. Se passar pela Terra no limite inferior da previsão, poderá ser visto sem auxílio de binóculos em locais de céu escuro. 

A velocidade de deslocamento de 2013 TX68 é de 52 mil km/h e se atingisse a Terra, liberaria a mesma energia que 2 mil toneladas de TNT, suficientes para fazer um bom estrago sobre uma cidade. 


Eclipse Total
Deixando de lado o improvável impacto do asteroide TX68, na terça-feira o céu também será palco de um dos belos eventos da natureza, o eclipse total do Sol, quando a Lua se posiciona exatamente na frente do Sol e cria uma espécie de noite em pleno dia.

Eclipse total sol negro
Foto do eclipse solar total ocorrido em 2008, clicado pelo astrofotógrafo Miloslav Druckmuller


Este eclipse será visto em sua totalidade em partes da Indonésia, incluindo Sumatra, Borneo e Sulawesi. No leste e norte da Austrália o eclipse será visto parcialmente, assim como no sul e leste da Ásia. 

Eclipse Total 2016
Mapa mostra o caminho da sombra projetada durante o eclipse de março de 2016


No Brasil
No Brasil o eclipse não será visível e devido ao fuso horário ocorrerá no final da noite de terça-feira. Como em outras ocasiões, o Apolo11 retransmitirá o evento, gerado pela NASA TV.
Fonte: www.apolo11.com

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

NASA pretende enviar submarino à Lua de Saturno.



Mar de petróleo
Pousar uma sonda na superfície de um cometa foi indiscutivelmente uma das mais audaciosas conquistas espaciais dos últimos tempos.
Mas uma missão que está sendo estudada pela Nasa pode desbancar esse feito.
A proposta prevê o envio de um submarino robô aos mares oleosos de Titã, uma lua de Saturno onde alguns cientistas acreditam poder existir um tipo de vida diferente da que conhecemos aqui na Terra.
Os mares de Titã não são formados por água, mas por hidrocarbonetos, parentes do petróleo, como metano e etano, que permanecem em estado líquido na lua, onde a média de temperatura é de -180 ºC.
Embora tenha sido recentemente considerada uma das cinco missões espaciais que todos gostariam de ver, a proposta está nos estágios iniciais, financiada pelo NIAC (sigla em inglês para Conceitos Inovadores e Avançados da Nasa), no qual cientistas são incentivados a pensar no futuro, sem se importar ainda com os detalhes técnicos necessários para viabilizar a missão.
“Isto é muito libertador. Você pode deixar sua imaginação correr solta,” disse Ralph Lorenz, coordenador do projeto, dizendo acreditar “a missão é possível com os recursos, tempo e tecnologia certos”.
Submarino espacial
Submarinos não tripulados, conhecidos genericamente como UUVs (unmanned underwater vehicle), são usados amplamente para exploração petrolífera e monitoramento ambiental. Assim, tecnologias já existentes poderiam ser adaptadas para a missão.
Um dos aspectos mais impressionantes da proposta é uma ideia de levar o submarino a Titã usando uma versão da mini nave espacial militar X-37B.
O submarino seria levado na área de carga da nave não tripulada e poderia ser lançado nos mares de Titã de duas formas possíveis.
Em uma delas, o X-37B poderia abrir as portas de sua área de carga ainda em voo e liberar o submarino robô. O aparelho então abriria um pára-quedas para pousar na superfície do mar.
A alternativa seria a nave pousar na superfície do mar e então abrir seu compartimento de carga, liberando o submarino antes de afundar.
NASA estuda envio de submarino a lua de Saturno
Uma boia poderia servir como estação retransmissora das informações coletadas pelo submarino. [Imagem: NASA]
Time melhorada
A lua Titã tem semelhanças com Terra, porém em uma versão congelada, o que a torna um alvo atrativo para exploração. Ela já foi visitada pela sonda Huygens, que atingiu a superfície em 2005.
Uma missão chamada TiME (Titan Mare Explorer), na qual Ralph Lorenz esteve envolvido, deveria ter retornado à lua com uma sonda flutuante que pousaria no mar para recolher dados.
A TiME foi um dos três projetos finalistas em um processo de escolha de missão espacial de baixo custo da Nasa, mas perdeu para o projeto InSight, uma sonda que irá estudar o interior de Marte, com lançamento previsto para o ano que vem.
O novo conceito de missão para Titã combina os objetivos científicos da TiME com outros que se tornariam possíveis graças ao uso do submarino.
“Você poderia fazer tudo que uma missão como a TiME poderia ter feito, particularmente no litoral, com medições de tempo e composição da superfície, medição das ondas,” disse Ralph Lorenz. “Mas ela também possibilitaria fazer um mapeamento detalhado do fundo do mar, onde está guardado um registro rico da história do clima de Titã.”
O estudo não identificou quais instrumentos seriam carregados pelo submarino. Mas um sonar, uma câmera e um sistema para coletar amostras do fundo do mar são candidatos óbvios.
Prazo ou preço
As comunicações também terão uma importância vital. O polo norte de Titã tem que estar apontado para a terra para que as comunicações sejam feitas de forma direta. Porém, esse alinhamento só voltará a acontecer no ano de 2040.
Para realizar a missão antes disso, uma outra espaçonave poderia ficar orbitando Titã para receber os dados do submarino e repassá-los à Terra. Isso possibilitaria o lançamento da missão a qualquer momento, mas também aumentaria consideravelmente seus custos.
A fonte de energia para as espaçonaves também é um problema crucial. Missões espaciais que ocorrem além do cinturão de asteroides estão longe demais para usar a energia solar. Elas precisam usar combustível nuclear baseado em plutônio.

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Fonte: http://www.obadeolhonoceu.com.br/nasa-pretende-enviar-submarino-a-lua-de-saturno/

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Imagens de Saturno.


Confira algumas das melhores imagens de Saturno registradas pela sonda Cassini

Por Redação em 26.01.2016 às 16h18
O sexto planeta a partir do Sol vem sendo estudado mais firmemente pelas agências espaciais internacionais desde 1997, quando a missão Cassini enviou em direção a Saturno uma sonda espacial não tripulada para estudar esse que é considerado a “jóia” do Sistema Solar por conta de seus belíssimos anéis. O projeto da NASA conta com a expertise da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Agência Espacial Italiana (ASI) e ainda está ativo, enviando informações e imagens fantásticas do sistema planetário de Saturno.
A sonda da Cassini entrou na órbita do planeta em julho de 2004 e seu projeto levou quase duas décadas para ser desenvolvido, contando até mesmo com viagens interplanetárias para Vênus e Júpiter antes de chegar ao seu destino final. Separamos aqui algumas das mais incríveis imagens registradas pela missão, cujos objetivos envolvem estudar a estrutura e comportamento dos anéis, determinar a composição e a geologia dos satélites naturais, analisar o comportamento das nuvens de Saturno e explorar sua lua Titã.
Cassini em Saturno
Nessa belíssima imagem, o Sol se encontra exatamente atrás de Saturno e sua luz reflete nos anéis do planeta formando um registro jamais visto antes. Graças a esse efeito, foi possível visualizar o anel mais fraco e distante do planeta.
Cassini em Saturno
Aqui podemos ver um detalhe aproximado de alguns dos anéis de Saturno. 
Cassini em Saturno
Essa foto revela o pólo norte de Saturno e seu furacão que tem mais de 96 quilômetros de profundidade e mais de 2 mil km de extensão.
Cassini em Saturno
A tempestade vista de cima e mais aproximada, exibida em cores falsas para que seja possível visualizar melhor suas formas. Nesta imagem, podemos ver as colunas de gás que giram em velocidades diversas.
Cassini em Saturno
A Cassini flagrou ventos em uma velocidade de mais de 530 km/h. Essa imagem mostra o centro do vórtice em cores falsas - as nuvens avermelhadas estão localizadas em uma altitude mais baixa do que as verdes.
Cassini em Saturno
Ainda no pólo norte do planeta, tempestades elétricas foram vistas pela Cassini.
Cassini em Saturno
Uma tempestade inesperada foi observada no hemisfério norte de Saturno em 2010. Dentro de poucos meses, a tempestade cresceu tanto que cruzou toda a extensão do planeta.
Cassini em Saturno
A mesma tempestade vista em outra paleta de cores. Graças a essa imagem, os cientistas apelidaram o fenômeno de “Great White Spot” (“grande ponto branco”), fazendo uma alusão à famosa tempestade de Júpiter chamada “Great Red Spot” (“grande ponto vermelho”). Acredita-se que essas gigantescas tempestades se formem em Saturno durante o verão do hemisfério norte, o que acontece uma vez a cada 30 anos.
Cassini em Saturno
Vista de frente, a tempestade durou um total de 267 dias.
Cassini em Saturno
Já no hemisfério sul de Saturno vê-se a região conhecida como “Storm Alley” (algo como “beco das tempestades”), onde temporais acontecem sem parar desde que a Cassini passou a observar a região, em 2004.
Cassini em Saturno
Na mesmsa região, uma tempestade conhecida como “The Dragon Storm” (“a tempestade do dragão”) pode ser vista com coloração alaranjada.
Cassini em Saturno
Apesar de bonito, o arco-íris que apareceu nos anéis de Saturno não foi real. Infelizmente trata-se de apenas uma falha no processamento da imagem.
Cassini em Saturno
Acredita-se que a maioria dos anéis de Saturno sejam resultado de antigas luas que foram despedaçadas ao longo do tempo, mas seus destroços continuaram circulando a órbita do planeta, formando o efeito anelar. No entanto, o anel E (exibido nesta imagem), é composto de plumas emitidas por Encélado, um dos principais satélites naturais do planeta.
Cassini em Saturno
Esse pontinho preto à direta da imagem é Encélado.
Cassini em Saturno
Pouco abaixo do centro da imagem é possível ver uma espécie de deformação em um dos anéis. Nesse local está Daphnis, uma luazinha que atravessa os anéis de tempos em tempos.
Cassini em Saturno
Daphnis em detalhe.
Cassini em Saturno
A imagem, que está em cores verdadeiras, foi fotografada pela Cassini a uma distância de quase mil quilômetros. Nela podemos observar melhor o degradê de cores do planeta, que sai de um tom azulado em seu hemisfério norte, passando para um certo tom dourado ao sul.
Cassini em Saturno
Outra lua de Saturno, Mimas, pode ser vista um pouco mais de perto nessa fotografia.
Cassini em Saturno
Em cores falsas, a imagem mostra o enorme furacão localizado no hemisfério sul de Saturno. As cores servem para se ter uma melhor noção da densidade das nuvens da tempestade.
Cassini em Saturno
Foto em close-up da tempestade sulista de Saturno, que se estende por quase 65 quilômetros de profundidade e tem ventos que correm a mais de 560 km/h.
Cassini em Saturno
O pontinho azul destacado por uma seta na imagem faz com que a gente se sinta bastante pequeno. Sim, esse ponto azul é a Terra vista de Saturno. 
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Até 20 de fevereiro de 2016, você poderá ver a olho nu cinco planetas alinhados antes do Sol nascer.

Você acorda antes do sol nascer? Bom. Vá para fora. Olhe para o leste. Aproveite a maravilha astronômica de ver os planetas mais brilhantes do sistema solar todos ao mesmo tempo, alfinetados acima do horizonte. Dormiu demais? Não conseguiu ver? Tente de novo amanhã -- você tem um mês para apreciar este espetáculo. 
A manhã de hoje foi a primeira com os cinco planetas com brilho suficiente para serem vistos a olho nu no céu. Eles estão nascendo com algumas horas de diferença entre um e outro e formando uma linha inclinada.
Júpiter nasce no meio da noite e fica no céu durante toda a madrugada. Marte, Saturno e Vênus vêm depois. Mercúrio, por fim, dá uma aparecidinha no horizonte antes de ser ofuscado pela luz da manhã. Como um bônus, a estrela Espiga está fazendo uma participação especial na festa planetária. (Se você tiver dificuldade para diferenciar Marte e Espiga, o planeta é avermelhado, a estrela é azulada.)
Se você perdeu a chance esta manhã (bom, ninguém pode ser culpado por dormir um pouco mais, não é mesmo), não se preocupe, você terá outra oportunidade. Os planetas estarão ascendendo juntos nesta formação até dia 20 de fevereiro, quando suas órbitas se espalharão pelo céu novamente. O melhor dia para ver será em 25 de janeiro.
Como ressalta o blog Observatório, do G1, não se trata exatamente de um alinhamento planetário:
O truque para encontrar o quinteto é conseguir encontrar Mercúrio antes de ele ter seu brilho ofuscado. A hora depende muito de onde você está exatamente, mas pode ser entre 80 e 120 minutos antes do nascer do sol -- o blog Observatório diz que, no Brasil, é por volta de 5:30 da manhã.
© Reprodução
Mesmo visíveis a olho nu, pode ser muito mais fácil de encontrar com a ajuda de binóculos decentes, que também podem ajudar a ver as maiores luas de Júpiter: Io, Europa, Ganímedes e Calisto.
Para ajudar a localizar os planetas, o HuffPost Brasil sugere usar os apps Google SkyMapPlanetarium (ambos para Android) ou Cosmos Navigator (para iOS).
Infelizmente, mesmo os melhores binóculos não serão capazes de fazer você enxergar os anéis de Saturno, mas ajudam a ver o brilho dourado do planeta. Se você ficar um tempo olhando para o céu, use o Spot the Station, da NASA, para prever quando a Estação Espacial Internacional irá passar pela sua vista da manhã.
Esta é a primeira vez que todos os planetas que podem ser vistos a olho nu aparecem juntos desde janeiro de 2005.
Se você não conseguir ver até dia 20 de fevereiro, ainda haverá uma oportunidade parecida neste ano. Entre 13 e 19 de agosto, os cinco planetas estarão no céu a oeste. Entretanto, quem está no hemisfério norte terá dificuldades para ver Mercúrio e Vênus contra o pôr do sol. Quem está no hemisfério sul terá uma visão mais clara, mas também precisará encarar o frio do inverno.
Imagem: Stellarium
Fonte: http://www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/at%C3%A9-20-de-fevereiro-voc%C3%AA-poder%C3%A1-ver-a-olho-nu-cinco-planetas-alinhados-antes-do-sol-nascer/ar-BBou3YB?ocid=mailsignoutmd

Nono planeta pode completar o Sistema Solar.

Um planeta gigante e até então desconhecido, chamado Planeta Nove, pode ter sido descoberto nos confins do Sistema Solar, anunciaram cientistas americanos nesta quarta-feira (20). A revelação teve impacto mundial e a simulação da órbita do Nono Planeta deu a volta ao mundo.
"A massa do objeto é cerca de 10 vezes maior do que a da Terra, e segue uma órbita extravagante e alongada, na periferia do Sistema Solar", aponta a pesquisa, realizada pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (CalTech) e divulgada pela publicação especializada Astronomical Journal.
Nono Planeta levaria de 10 mil a 20 mil anos para completar órbita em torno do Sol.
Os pesquisadores Konstantin Batygin e Mike Brown descobriram o planeta graças a simulações de computador e a modelos matemáticos, mas não observaram o objeto diretamente. O corpo celestial tem cerca de 5 mil vezes a massa de Plutão, catalogado desde 2006 como um planeta-anão do Sistema Solar.
Os cientistas acreditam que a gravidade do suposto planeta tenha afetado o movimento dos planetas-anões do Sistema Solar exterior, basicamente perturbando os corpos celestes na região mais além da órbita de Netuno, conhecida como Cinturão de Kuiper. "O Planeta Nove empurra as órbitas dos objetos do distante Cinturão de Kuiper, de forma que suas configurações em relação ao planeta se preservam", explica o comunicado do CalTech.
Cientista Brown, o "Plutão Killer".
© Fournis par RFI
Brown, um dos autores do estudo, foi um dos principais responsáveis pelo rebaixamento de Plutão, há nove anos. Ele e seus colegas haviam descoberto um planeta-anão chamado Eris, que era maior do que Plutão e candidato potencial a se tornar o 10º planeta. Mas quando a União Astronômica Internacional decidiu, em 2006, divulgar uma nova definição de planeta, nem Eris nem Plutão entraram na classificação.
"OK, estou disposto a reconhecer", disse Brown, cujo nome de usuário no Twitter é @plutokiller. "Eu realmente acredito que o Sistema Solar tenha nove planetas."
Como o Planeta Nove surgiu?
Podemos nos perguntar por que os astrônomos levaram tanto tempo para perceber a existência deste outro planeta... Segundo Brown e seus colegas, o Planeta Nove pode ter sido expulso durante a formação do Sistema Solar, quando quatro grandes núcleos concentraram gás e formaram Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
Talvez o Planeta Nove represente um quinto núcleo, que poderia ter chegado muito perto de Júpiter ou Saturno e ter sido ejetado para sua atual e distante órbita, indicou Brown. Atualmente, uma série de poderosos telescópios está em busca dele.
"Embora no começo tenhamos ficado céticos quanto à existência deste planeta, à medida que continuamos pesquisando sua órbita e o que ela significaria para o Sistema Solar exterior, nós nos convencemos cada vez de que, sim, ele está ali", comentou Batygin, professor assistente de Ciências Planetárias. "Pela primeira vez em mais de 150 anos, existem evidências sólidas de que o censo dos planetas do Sistema Solar está incompleto", disse.
Outros planetas foram descobertos graças a cálculos matemáticos, entre eles, Netuno, em 1846. Mas nem todas as previsões resultaram na confirmação de um planeta, lembrou o vice-diretor executivo da Sociedade Real Astronômica de Londres, Robert Massey.
Os pesquisadores que publicaram o estudo são membros muito respeitados da comunidade científica, e sua hipótese merece, definitivamente, ser acompanhada, assinalou. "Seria uma descoberta muito emocionante, mas, por enquanto, é apenas uma previsão", disse.
Fonte: http://www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/nono-planeta-pode-completar-o-sistema-solar/ar-BBoxnDH?li=AAggXC1&ocid=mailsignoutmd

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

NASA inscreve para astronautas.

http://www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/nasa-aceita-inscri%c3%a7%c3%b5es-para-quem-deseja-virar-astronauta/ar-BBnBsdI?li=AAggV10&ocid=mailsignoutmd